sábado, 22 de março de 2014

Leite de coco caseiro - Sem lactose e sem desperdício

Já comentei aqui que descobri, no ano passado, que tenho intolerância a lactose. Para quem, como eu, é apaixonada por laticínios em geral, é uma coisa chatinha... Morro de saudades dos queijos, do cappuccino e dos doces (ai, pudim! rs). Comendo na rua não tem muito jeito, porque, pelo menos aqui no Far West Carioca, não conheço nenhum restaurante ou confeitaria que tenha produtos sem lactose.
Mas pelo menos em casa dá para adaptar algumas receitas e matar um pouco da vontade. O leite de coco é um super coringa nessas horas, mas tem um pequeno-grande problema: o negócio é lotado de conservantes! Para usar em um docinho de vez em quando não tem problema, mas para consumir no dia a dia, como eu tenho feito, acho pesado... Além disso, o industrializado é bem menos saboroso do que o feito em casa. Dá um certo trabalho, mas vale a pena! Ainda mais se você usar o coco naquele bolinho que a Irmã ensinou no post passado! Delícia ao quadrado!!!

Leite de coco

1 coco seco médio
água filtrada quente

Preparo: Retire a água do coco e reserve (eu uso um saca-rolhas para fazer furos nos 'olhos' do coco -tentei, mas juro que  não encontrei palavra melhor para identificar o local... rs).
Coloque o coco sobre a chama do fogão e deixe ele chamuscar de todos os lados (dependendo do coco, ele já começa a rachar nessa hora), usando uma pinça culinária para virá-lo. Lembre-se de que ele estará quente!
Quebre o coco usando um martelo (pode ser o de cozinha, mas aquele de pregar coisas na parede é mais pesado e, portanto, mais eficiente) e separe a polpa da casca dura. Com uma faca pequena, retire a casquinha marrom e corte o coco em pedaços pequenos, para facilitar o trabalho do liquidificador.
No copo do liquidificador junte a polpa do coco, a água de coco que havia sido reservada e água quente suficiente para completar um litro. Bata bastante, até que o coco esteja em pedacinhos bem pequenos (textura de coco ralado) e deixe esfriar. Passe a mistura por um coador de pano e esprema bem para retirar todo o leite.
Reserve o bagaço do coco na geladeira e use como coco ralado comum.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Irmã no Marmita: Bolo de Coco sem farinha

Olá pessoas, tudo bem?


Vou confessar que não sou uma pessoa muito de bolo, mas meu marido adora um bolinho com café. Então, de vez em quando, faço uma graça no café da manhã (normalmente aos domingos) e hoje eu me superei! O bolo de coco ficou tudo de bom e fiquei toda orgulhosa porque a receita foi "inventada" na hora com base nas receitas que já peguei aqui na net!!! Minha irmã diz que parece um bombocado, mas sou leiga e não sei o que é um bombocado kkkkkk!


Bolo de coco sem farinha (Low carb)

100g de coco ralado desidratado sem açúcar
50g de queijo parmesão ralado (de marca boa, please - isso que dá o sabor especial e não, não fica gosto de queijo)
3 ovos (se forem pequenos tem que colocar 4)
1/2 xícara de creme de leite fresco
3 colheres de sopa de manteiga derretida
2 colheres de sopa de açúcar magro* (ver link abaixo)
1 colher de sobremesa

 * (http://www.lightsweet.com.br/pt-BR/magro/detalhes/24/a%C3%A7%C3%BAcar-magro-low%C3%A7ucar---light)

Preparo:
Pré-aqueça o forno na temperatura média. Misture todos os ingredientes em uma tigela até se tornar uma mistura homogênea. Leve ao forno em uma forma pequena untada (eu usei uma de silicone de 20cm de diâmetro) por aproximadamente 20 minutos. 



Observação:

De uns tempos pra cá, adotei a dieta lchf (low carb high fat) com princípios paleo e evitando o trigo. O intuito deste post é dar uma receita de um bolo maravilhoso que fiz hoje de manhã, mas  se ficaram curiosos sobre minha linha dietética, sugiro que leiam o livro "Barriga de Trigo" e o blog do Dr. Souto - http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/ que explicam detalhadamente e com bases científicas a dieta paleolítica-lchf, os malefícios do trigo, entre outras coisas.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Dicas do Marmita - Arroz integral


Todo mundo sabe que arroz integral faz bem à saúde, tem fibras e outras coisinhas boas que o arroz branco (luz da minha vida, razão do meu viver! heheheheheh) não tem. Mas você sabe fazer um arroz integral gostoso? Não? Então chega pra cá que o Marmita vai te ajudar!
Já vi várias receitas que mandam você cozinhar o grão em água e sal. Sinceramente: fica horrível! Arroz é uma comida que não tem esse sabor todo, então precisa de tempero para ficar gostoso. Se você fizer o arroz branco só com água e sal vai ficar chocho também.


Eu faço assim: Em uma panela funda, refogo um pouco de alho em um fio (um fio, não um litro! rs) de óleo ou azeite. Quando o alho começa a querer dourar, eu junto o arroz e refogo um pouquinho. Acrescento a água quente, sempre na proporção de uma parte de arroz integral para quatro partes de água (parece muito, mas o arroz integral é mais duro que o branco, então precisa cozinhar mais), tempero com sal e, assim que levanta fervura eu abaixo o fogo. Mantenho a panela semi-tampada e cozinho até secar toda a água.
E aí, vai dar uma chance ao arroz integral? =0)

domingo, 26 de janeiro de 2014

- Salvando as bananas - Bolo de banana


Não sei se eu já falei aqui no blog, mas lá no sítio nós temos várias bananeiras, que nos abastecem das mais deliciosas bananas orgânicas. Se você está acostumado a comer banana de mercado, não sabe o que está perdendo. O sabor é infinitamente melhor!
O único problema é que os cachos são gigantescos e, com o calor que faz aqui no Far West carioca, as bichinhas ficam maduras todas de uma vez só, e rápido! E aí lá vai a bonita aqui se virar em receitas para tentar salvá-las...

Bolo de banana

4 bananas nanicas maduras amassadas
3 ovos
1 xícara (chá) de açúcar fit
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de aveia em flocos finos
1/2 xícara (chá) de óleo 
1 colher (sopa) de fermento em pó
canela a gosto
passas escuras a gosto

Preparo: 
- Em uma tigela grande, misture o óleo, os ovos e a banana amassada. Incorpore  a farinha, a aveia, o açúcar, o fermento e a canela e misture até formar uma massa homogênea. Junte as passas. Leve para assar em formas de cupcake (ou em uma forma grande untada e enfarinhada), em forno preaquecido a 180ºC, por mais ou menos 20 min. 

OBS:
1)  Eu fiz a receita com "açúcar fit", uma mistura de açúcar demerara e stevia, da marca Jasmine (não, não é jabá! rs), que adoça duas vezes mais do que o açúcar comum. Sendo assim, se você não quiser usar adoçante, basta dobrar a quantidade de açúcar. 
2) O tempo de forno pode variar muito, então a dica para não errar é fazer o teste do palito: enfiar um palito de dente (ou um garfo) no centro do bolo; se ele sair limpo, é sinal de que o bolo já está pronto. 
3) Esse bolo eu fiz banana nanica, mas acredito que fique bom com banana prata também. É só lembrar que a banana prata é menor (mais ou menos a metade da nanica), então você terá que dobrar a quantidade de bananas para a receita. 


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Mouse Fever - Camarão com leite de coco

Não é porque a receita é rápida que ela tem que ser meia boca. A gente tem pressa, mas não perde a classe, né? rs
Esse camarão fica pronto super rápido, mas faz uma vista... Bonito e gostoso demais da conta!!!


Fiz assim: Refoguei um pedaço de gengibre picadinho, uma pimenta dedo de moça pequena picadinha (sem as sementes) e um pouco de cebolinha picada (a parte clarinha) com um pouco de azeite. Juntei o camarão, temperei com um pouco de sal e juntei o leite de coco. Deixei ferver um pouquinho, até o camarão ficar rosinha, juntei um pouquinho de vinagre (não tinha limão em casa) e corrigi o sal.
Joguei um pouco de cebolinha picada por cima, só para fazer uma graça e servi com arroz basmati. Se você não tiver esse arroz não precisa se preocupar que fica bom com um arroz branco comum também.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Sem desperdício - Rabanada

Sim, eu sei que muita gente associa rabanada ao Natal... e sei também que ele já passou! rsrsrs...
Mas essa receita é tão mais gostosa que eu não podia deixar de dividir com vocês. E, do jeito que ela é fácil, você nem vai ficar com preguiça de fazê-la em datas menos festivas. 
Para quem não sabe, rabanada nada mais é do que uma das inúmeras formas que as pessoas de antigamente desenvolveram para não desperdiçar comida, no caso, o pão amanhecido, duro e sem graça. Aliás, a gente bem que podia aproveitar esse clima de resoluções de ano novo e resgatar esse hábito de usar os alimentos até o final, né? Menos desperdício e mais dracmas sobrando para gastarmos com besteiras! rsrsrs...


OBS: Para quem se interessar em saber um pouco mais sobre o doce, há uma matéria bem legal no site da Revista de História da Biblioteca Nacional (pausa para o meu momento historiadora no blog - Não resisti! heheheheheheh...). 

Rabanada
1 pão de rabanada (ou 2 bisnagas pequenas)
3 ovos
1 lata de leite condensado
2 latas de leite
Chá de erva-doce bem forte a gosto (ou essência de baunilha)
óleo para fritar
açúcar e canela para polvilhar

Preparo: 
Bata no liquidificador o leite, os ovos, o leite condensado e o chá de erva-doce. Corte o pão em fatias grossas e reserve. 
Coloque o óleo em uma frigideira funda e leve ao fogo para aquecer. 
Umedeça as fatias de pão com a mistura de leite e ovos e leve-as para fritar no óleo quente (não super-mega quente). Quando estiverem douradas, retire as rabanadas do óleo e coloque para escorrer em papel toalha. 
Polvilhe com açúcar e canela e sirva.


domingo, 8 de dezembro de 2013

Chic e fácil - Risoto de Shitake

Pausa na correria do final do ano para postar uma receitinha 'diliça' para vocês. 
Risoto é aquela comida que, apesar da aparência e do nome chic, é super fácil de fazer. Depois que você pega a manha do negócio, dá para improvisar com o que tiver a mão... 
É só ficar atento a alguns detalhes:
1. Risoto se faz na hora de servir! Depois que esfria, o bicho fica bem estranho... tipo arroz papa elevado ao cubo! Nada apetitoso...
2. Não se faz risoto com arroz agulhinha e muito menos com arroz parboilizado. Juro que faz muita diferença gastar um pouco mais e comprar o arroz próprio para o prato (arbóreo ou carnaroli). 
3. A proporção é de 1 de vinho branco, 2 de arroz e 8 de caldo. Se você for servir como prato único, basta meia xícara de arroz cru por pessoa (consequentemente, 1/4 xícara de vinho branco e 2 xícaras de caldo). Lembre-se que o arroz cresce depois de cozido. 
4. Vá colocando o caldo aos poucos e mexendo sempre. Se você não fizer isso, ele vai grudar no fundo da panela e queimar. Nem preciso dizer que arroz queimado não fica gostoso, né?


Depois de atentar para estes detalhes, é só fazer assim: Em uma panela de fundo largo, derreta uma colher de sopa de manteiga com um fio de azeite e refogue uma cebola picada até ela ficar transparente. Junte uma xícara de arroz e refogue mais um pouco (não precisa deixar dourar). Tempere com pimenta do reino, sal e noz moscada. Acrescente meia xícara de vinho branco e mexa até começar a secar; vá juntado o caldo aos poucos, mexendo sempre (uma concha por vez). Quando já tiver usado mais ou menos metade do caldo, acescente uma bandeja de shitake cortado, e continue mexendo e colocando o caldo aos poucos. Quando o arroz estiver cozido, apague o fogo, junte um punhado de queijo meia-cura ralado, misture e sirva imediatamente (o mais comum é usar queijo parmesão, mas como eu descobri que tenho intolerância a lactose, tenho preferido produtos lacfree, e o único queijo que eu achei foi o meia-cura).